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Quem é Icona Pink? Conheça a cantora queridinha da cena LGBTQIA+ de Jundiaí

Ele tem 24 anos, nascido em Campinas, o seu nome é Murilo Sella ou melhor, Icona Pink. Fã roxa de Lady gaga, a cantora começou a compor com 14 anos mas desde sempre gostou de cantar. Via seu avô que era cantor sertanejo, e seus tios que o acompanhavam pelos shows que ele fazia e desde então veio o gosto pela música.

Batemos um papo com a Icona Pink para saber como anda sua carreira desde “Barbie (é da Mattel), seu primeiro single, quais são seus planos para o futuro e, também perguntamos sobre o seu estilo musical, que não é bem compreendido por muitos, e ela contou tudo para nós, acompanhe a entrevista na integra e deixo dito que, ainda tem spoiler no final!

Pethit: Olá Icona, para começar, me conte um pouco sobre como começou a sua paixão pela música?

Icona Pink: A minha paixão pela música começou comigo ainda muito criança, a minha família por parte de pai sempre foi ligada muito a música, meu avô fazia shows cantando moda sertaneja e levava os meus tios para cantar junto, minha tia Tathy sempre foi apaixonada por música e eu ouvindo ela cantar ficava apaixonado também, minha vó por amar novelas assistia muito Maria do bairro, então minha primeira diva foi a Thalia, colecionava CDs e cantava sempre que havia oportunidade.

Pethit: Porque o Fake pop? Explica um pouco sobre o estilo para quem ainda não conhece…

Icona Pink: Eu não sou uma pessoa que tenho uma voz considerada “Boa” e, o FAKEPOP foi o estilo musical que encontrei na minha adolescência. Para quem não conhece, o FAKEPOP são as músicas faladas, que geralmente são usadas com vozes do Google. Por ser uma música “falada” ficou bem mais fácil realizar meu sonho de ser uma artista.

“A Icona pink é sobre isso,
é sobre eu estar em todos os lugares
que não sou aceita.”

Pethit: Show, agora uma pergunta para o Murilo: Como nasceu a icona pink? Quais foram as suas referências para criá-la?

Icona Pink: Eu acho que Icona Pink foi um processo da minha vida, ela começou a nascer na faculdade, quando eu vivi outro mundo, eu comecei a faculdade de CINEMA e as pessoas eram livres, e foi o momento mais lindo que eu tive na minha vida. Eu comecei indo todas as quartas com roupa rosa na faculdade e fiquei marcada por isso. E em um dia dentro do carro com meu amigo eu falei, acho que essa persona se chama “ICONA PINK” e veio, veio de uma maneira natural. Icona Pink marca minha libertação, meu protesto, minha aceitação, depois que ela nasceu o Murillo é outra pessoa.

As minhas referências para criá-la foram todas as patricinhas que apareciam em filmes em toda minha infância/adolescência, Meninas Malvadas, RBD, As Patricinhas de Beverly Hills, High School Musical etc…E o meu foco era ser debochada, uma gay gorda, fora do padrão, afeminada, poder ser tudo aquilo que antes era estereotipado por um corpo perfeito, loira, branca e de olhos azuis. Eu ficava pensando, porque eu não posso ser? Se eu quiser eu posso ser tudo isso que eu vejo e gosto. E a Icona pink é sobre isso, é sobre eu estar em todos os lugares que não sou aceita.

Pethit: Todas as suas músicas lançadas foram escritas por você mesma né? Como funciona o seu processo de composição?

Icona Pink: As minhas três ultimas lançadas foram escritas por mim, sendo as duas primeiras 100% minha e a terceira “Eu Quero” eu tive a ajuda da Lorena uma compositora incrível, eu comecei e ela terminou tudo, eu geralmente em composição crio sempre o conceito, o titulo, e imagino como será a música e só depois escrevo a letra, não consigo começar a escrever uma música sem saber o conceito que ela ira ter.

Pethit: Das suas músicas lançadas você tem uma preferida? Qual?

Icona Pink: Eu tenho um apego com todas, mas Chihuahua é minha favorita, eu acho ela tão boa, e eu fiz em um dia que estava totalmente bêbada (e isso é raro de acontecer), estávamos em um churrasco e eu lembro que no final da noite todos começaram a latir, e eu falei “coloca um beat mexicano”, e eu fiz a intro “Los Chicos e Las Chicas… dançando com mi Chihuahua” .

Pethit: Inclusive, a próxima pergunta é sobre “Chihuahua”, ela é uma parceria sua com a Ranger Amarela e Katy da voz, conta como surgiu esse feat?

Icona Pink: Katy da Voz é uma das cantoras responsáveis por me lançar como Icona Pink, foi ouvindo “Gritaria” que ela me mostrou que era possível eu realizar meus sonhos, eu tinha uma visão muito fechada sobre artistas, achava que só poderia lançar se você tivesse contratos e ela me mostrou outro mundo, e a Ranger conheci ela logo depois, eu gosto muito de brincar com a mistura de estilos, e eu não conseguiria imaginar a Ranger e a Katy juntas jamais na minha vida, e eu fiz ser possível, o mais legal que todas aceitaram e a música é até hoje minha favorita.

Pethit: E como tem sido esse período de quarentena? Tem usado o tempo para criar coisas novas?

Icona Pink: A quarentena pegou todos de surpresa literalmente, eu estava com planos de gravar clipe e lançar músicas, mas fiz deste tempo um tempo precioso para a Icona Pink, escrevi novas músicas, e também conheci novas pessoas.

Pethit: Chegamos na última pergunta, o que nós devemos esperar do próximo trabalho da icona? Tem algum spoiler pra gente?

Icona Pink: Para projetos futuros terá tanto musicas de minha autoria como também de outro artista incrível. O Spoiler que eu posso dar, é que estou fazendo de tudo para que em NOVEMBRO vocês tenham uma surpresa.

Gostou da entrevista? Aproveite e dê o play nos clipes da Icona para conhecer um pouco mais do trabalho dela 🙂

 

 

Matheus Pethit

Matheus Pethit

24 anos e, enquanto não estou dormindo trabalho como social media, produtor de eventos, dj e agora "blogueiro". Viciado em café, música e cerveja, me chama pra tomar um litrão?!

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