Moda & Beleza

Você pratica “Moda Consciente”?

Divulgação

Com a indústria da moda gerando bilhões a cada ano e o consumismo se tornando algo comum, a contratação de pessoas com mão de obra barata também aumentou, e muitas vezes, elas são obrigadas a trabalhar em péssimas condições e sem seus direitos básicos

Em 2020, seguir tendências também significa ser mais ético e sustentável (imagem: reprodução)

Você já se perguntou de onde vem as suas roupas? Além de não exagerar nas compras, moda consciente também significa questionar o processo de produção dela, que começa desde o plantio do algodão, passa pela colheita, confecção, transporte e por fim, chega até seu guarda-roupa.

Ok, eu sei que na maioria das vezes você nem repara na etiqueta e até corta ela quando está incomodando, mas saber a origem das roupas pode ajudar a expor pessoas que são obrigadas a trabalhar em péssimas condições, sem seus direitos básicos e que fazem parte dessa grande indústria.

Em março deste ano, o instituto australiano de estratégia política denunciou mais de 80 mil membros da minoria muçulmana “Uiguri”, segundo o relatório divulgado, eles estariam trabalhando em condições análogas à escravidão e fornecendo produtos para grandes marcas mundiais.

Com o aumento do consumo, surgiu a “fast fashion” (fabricação rápida e em larga escala), e também a contratação de pessoas com mão de obra barata e direitos trabalhistas quase inexistentes. Pensando nisso, o movimento Fashion Revolution criou a campanha #quemfezminhasroupas.

A ação consiste em convidar você consumidor a postar uma selfie com a etiqueta da marca que está vestindo e perguntar na legenda “@nomedamarca #quemfezminhasroupas? #fashionrevolution”. Pronto, você já está fazendo parte do movimento.

Além das redes sociais, também é possível saber mais sobre como marcas trabalham a partir do aplicativo “Moda Livre”, ou site Modalivre.org.br desenvolvido pela Fashion Revolution e a Repórter Brasil, que conta com a avaliação de mais de 123 empresas.

Elas são classificadas através de pontuação, as notas são atribuídas por um questionário respondido voluntariamente pela própria empresa, histórico feito pelo Repórter Brasil e fiscalizações do governo federal. Dados como política, monitoramento, transparência e histórico da marca são disponibilizados.

Ser sustentável também pode ser aplicado à moda, segundo a revista Glamour, só no Brasil, a estimativa é que cerca de 175 mil toneladas de resíduos têxteis são descartadas por ano, e apenas 20% são reciclados, sendo assim, procurando saber se uma marca utiliza ou não, meios que minimizam impactos ambientais, você pode fazer escolhas mais assertivas.

Um exemplo disso é a estilista e marca Stella McCartney, que produtos itens luxuosos sem nunca ter usado pele, pena ou couro animal. “Sou, antes de mais nada, designer de Moda, quero criar produtos bonitos, luxuosos e desejáveis, mas quero que eles sejam responsáveis, conscientes e éticos”, conta Stella para Vogue.

Caroline Rodrigues

Caroline Rodrigues

Estudante de Jornalismo, criadora de conteúdo digital, vegetariana e amante de pets, no Instagram compartilho minha vida real, dicas de moda e beleza, já me segue? @carolrdg_

2 Comentários

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  • Achei de mais esse assunto.
    Eu confesso que sou das que cortam as etiquetas sem ao menos ler a descrição do produto.
    A partir dessa matéria, vou ficar mais atenta aos detalhes e buscar mais informação.
    Parabéns!

    • Muito obrigada Sil ❤️ Fico feliz que a matéria tenha feito você ver esse lado tão importante da moda!

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