ESPECIAL

‘AMOR NATURAL’ – Série LGBTQIA+, preta e periférica estreia dia 28/5 no YouTube do Sesc Rio

No dia 28/5, estreia no YouTube do Sesc Rio a série “Amor Natural”, idealizada, dirigida e escrita por Kelson Succi, artista do Complexo do Alemão conhecido por protagonizar o premiado videoclipe de “Bluesman”, do Baco Exu do Blues.

Evidenciando temas como arte, violência, poesia, futebol, racismo e a efemeridade dos relacionamentos pela internet, “Amor Natural” tem episódios curtos, linguagem acessível para a internet e oferece uma nova narrativa como entretenimento, que evidencia o olhar LGBTQIA+, preto e periférico de seus criadores.

No aclamado espetáculo de teatro “Cuidado com Neguin”, o ator, diretor e dramaturgo carioca Kelson Succi expôs nos palcos o “corre” de um neguin preto, pobre e favelado no “quadrado branco” da cidade do Rio de Janeiro. Na última cena da peça, ele enfatiza: “Eu gostaria de falar de amor”. Agora, anos depois, Succi se une ao ator e pesquisador LGBTQIA+ Vinicius Teixeira, para traduzir esta frase e necessidade no primeiro projeto audiovisual do selo do Neguin: a série ficcional, afirmativa, LGBTQIA+, preta e periférica “Amor Natural”, que estreia no próximo dia 28 de maio, no YouTube do Sesc Rio.

Dividida em cinco episódios curtos, de até 10 minutos, que serão lançados semanalmente, “Amor Natural” contará uma história de amor moderna e afrofuturista vivida entre os protagonistas Andrei (Succi), Guilherme (Teixeira) e Maria Júlia (interpretada pela atriz e influenciadora digital Érica Ribeiro), evidenciando temas como arte, violência, poesia, futebol, racismo, a efemeridade dos relacionamentos pela internet, música e amor.

Uma caótica e quente Zona Norte do Rio de Janeiro é o cenário dessa trama. Andrei é artista plástico, joga futebol, é morador do Complexo do Alemão e é a representação perfeita do preto livre. Guilherme é designer, apaixonado por arte e morador da Tijuca. Eles se conhecem num aplicativo de relacionamento e o que era para ser apenas uma “pegação” se torna um encontro profundo repleto de identificações, poesia e afeto.

Em tempos em que ainda precisamos lutar para ver nossas histórias nas telas, “Amor Natural” se apropria da ficção para contar uma história real de amor que além de LGBTQIA+, preta e periférica, expõe as nossas visões desses temas e as mazelas que ainda enfrentamos como o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia, que atravessam as relações cotidianas e amorosas“, afirma Succi.

A trilha sonora também tem papel fundamental no desenrolar da história. A canção “afro futurista”, de Fran e Gilberto Gil, foi a escolhida para a abertura da atração, resumindo os encontros e desencontros desses personagens.

SINOPSE:

“Amor Natural” se passa no subúrbio do Rio de Janeiro. Andrei é morador do Complexo do Alemão e Guilherme, morador da Tijuca. Eles se conhecem num aplicativo de pegação gay. O que era para ser apenas uma fast foda, se torna um encontro profundo repleto de identificações, poesia e afeto. No dia seguinte, que geralmente é estranho, eles entendem que estão apaixonados. Porém, os dois precisam lidar com a realidade do mundo, que é diferente da estabelecida entre eles no apartamento. Vivendo em uma sociedade em que o amor e o romance se tornam secundários diante do prazer instantâneo das redes sociais, a série se propõe a ir contra a maré e resgatar o real sentido de amor natural, construindo relações de troca, honestidade e conexão.

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